Adoção - O inferno são os outros

no dia 4 de julho de 2011

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Quanto encontramos uma mulher grávida, seja ela uma parente próxima ou uma completa desconhecida, logo somos tomados por um sentimento de ternura e simpatia pela barriga que prepara uma vida e nossas palavras são sempre doces e desejosas de saúde e um bom futuro para aquela mãe e seu bebezinho.  

Ninguém em sã consciência se põe a destilar maus presságios. Ninguém diz: “olha, você pode ter uma parada cardíaca e morrer no parto” ou “seu filho poderá no futuro ser um marginal, um usuário de drogas, uma pessoa de má índole, um ladrão”. Não, ninguém diz essas coisas porque ninguém pensa essas coisas quando vê uma mulher gestante.  

Agora experimente dizer que vai adotar uma criança... ihhh... aí começa o desfile de previsões apocalípticas, que vão desde “olha, já vi muito filho adotado matar os pais pra roubar” (ah, tá, só adotivos fazem isso, né?) até “olha, essa criança poderá se revoltar por ter sido abandonada e te dar problemas”.

Impressionante como ainda há pessimistas com relação a adoção. Será que estas pessoas não podem pensar que a criança adotada poderá ser um ser estudioso, amoroso, bom caráter, mas que poderá também não ser perfeito, como qualquer filho, da barriga ou não?

Mas o pior “conselho”  a dar a quem pretende adotar, na minha opinião é esse: “por que você não arruma um filho seu?” ou então “temos que respeitar a vontade de Deus, se não se tem filhos naturais, melhor não inventar de criar filhos dos outros”. Não me canso de ficar espantada com a capacidade das pessoas simplesmente entrarem de mansinho na vida alheia para dar seus “bondosos palpites”, sabe aquela mansidão que se a gente apronta um barraco com certeza será chamada de louca imcompreensiva? 

Tão incrível quanto é a facilidade que alguns tem de se acharem porta vozes de Deus na terra, achando, desta forma que estão fazendo um grande favor à humanidade ao compartilhar suas preciosas visões de mundo. 

Felizmente essas pérolas vem de uma minoria. Acho que a cultura com relação a adoção tem mudado e as coisas estão sendo vistas de maneira menos preconceituosa. A maioria das pessoas que converso são simpáticas ou então se mantem neutras. Mas muito ainda tem que mudar.

Finalizando, os pessimistas de plantão se posicionam sempre com negativismo, seja no tema família, política, economia, etc. Portanto não tente levar um diálogo adiante tentando convencer seu interlocutor das suas idéias,  aprenda a se proteger, você tem um grande objetivo pelo qual lutar. Não desperdice energias.

E ponto.

Quer conhecer uma linda história de adoção formada por uma mãe e três crianças? Clica aqui, no blog da Glau e leia sobre adoção tardia. 

Tem dúvidas como iniciar um processo? Eu escrevi algumas dicas aqui.

Blogagem Coletiva Esmaltes - Tempo de Morango

no dia 2 de julho de 2011


É tempo de vermelho nas unhas! Usei esse esmalte muito lindo que ganhei da Pepinha, numa promoção do blog O Tacho da Pepa. Lógico que ele veio junto com uma Tilda muito fofa.

O tema da blogagem é morango, e como não tinha a fruta aqui em casa, achei esse guardanapo, que ilustra bem minha fase artesã.

Eu adoro vermelho, esse aí tem cobertura perfeita e secagem rápida. Aprovadíssimo!

Vejam:


 Olha de pertinho com o mar piscina do condomínio de fundo. Fala sério, dá prá sentir a brisa marinha daí, néam? rs

Veja as outras unhas poderosíssimas no blog da Fernanda Reali clicando aqui.

Semana que vem o tema é inverno, cores que lembrem o inverno e imagens que lembrem frio.

Corre e participa.

Bom sábado a todos!

Sobre Livros e Prioridades

no dia 1 de julho de 2011


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Eu me lembro que minha mãe tinha numa gaveta um livro de capa dura cor marrom, e eu era tão pequena que confundia com chocolate e mordia.

Isso ninguém me contou, eu me recordo. Minha mãe devia ver os sinais dos meus dentinhos no livro e pensar: "coitada, tá nascendo dente, vou comprar um mordedor", (kkkk) mas não era nada disso, era meu lado chocólatra aflorando mesmo antes do discernimento entre um papel marrom e uma guloseima. 

Sempre via minha mãe lendo, mas naquela época não tinha (ou não tínhamos) tanto acesso a livros infantis, então comecei mesmo a ler no ginásio os questionáveis livros da Coleção Vaga Lume. Tá... não era nenhuma coisa tão profunda, mas era envolvente, e o que deveria ser obrigação era prazer para mim. Eu simplesmente devorava tudo antes da data marcada para a avaliação sobre o livro.

E daí uns aninhos à frente a professora indicou para leitura "O Cortiço". Mas já foi avisando que a escola não via com bons olhos a indicação daquele livro para crianças, pois tinha muita linguagem pesada, mas que ela achava isso besteira e que nós iríamos trabalhar nele sim. Pronto, bastou a palavra mágica: proibido! Não sei o resto da turma, mas eu queria ler para saber o que tanto a escola não queria que a gente lesse. Hoje tenho minhas dúvidas se não foi estratégia da educadora...rs...

Na faculdade de Letras eu achava um absurdo que a Ulbra tinha uma vasta biblioteca, porém tudo lindamente organizado e fechado numa sala onde tinha uma janelinha que pedíamos o título desejado à atendente. Como desejar um livro sem ver a capa, ler prefácio, saber do autor, etc? A gente tinha que advinhar algum livro e pedir.

Da primeira mordida até hoje foram centenas, acho. Sou da época que todo mundo lia "Cristiane F." Quem aí já leu?
Mas devo tudo isso à falta de internet e de outras tantas opções de entretenimento que temos atualmente. Ah, se fosse hoje, internética como sou com certeza nem chegaria ao primeiro livro.

A internet tem muita coisa boa, ô se tem, mas a nossa falta de disciplina muitas vezes faz com que troquemos os bons livros pela telinha do computador.

E você? Qual é sua estratégia para ter disciplina e arrumar um tempinho para ler?
E as crianças, como incentivar? Tem um artigo ótimo que li hoje no site Momento Espírita sobre incentivo à leitura infantil. Para ler clique aqui. O site é religioso, mas o artigo não.  

Deixe aqui sua opinião. Abraço e bom fim de semana!



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