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Quanto encontramos uma mulher grávida, seja ela uma parente próxima ou uma completa desconhecida, logo somos tomados por um sentimento de ternura e simpatia pela barriga que prepara uma vida e nossas palavras são sempre doces e desejosas de saúde e um bom futuro para aquela mãe e seu bebezinho.
Ninguém em sã consciência se põe a destilar maus presságios. Ninguém diz: “olha, você pode ter uma parada cardíaca e morrer no parto” ou “seu filho poderá no futuro ser um marginal, um usuário de drogas, uma pessoa de má índole, um ladrão”. Não, ninguém diz essas coisas porque ninguém pensa essas coisas quando vê uma mulher gestante.
Agora experimente dizer que vai adotar uma criança... ihhh... aí começa o desfile de previsões apocalípticas, que vão desde “olha, já vi muito filho adotado matar os pais pra roubar” (ah, tá, só adotivos fazem isso, né?) até “olha, essa criança poderá se revoltar por ter sido abandonada e te dar problemas”.
Impressionante como ainda há pessimistas com relação a adoção. Será que estas pessoas não podem pensar que a criança adotada poderá ser um ser estudioso, amoroso, bom caráter, mas que poderá também não ser perfeito, como qualquer filho, da barriga ou não?
Mas o pior “conselho” a dar a quem pretende adotar, na minha opinião é esse: “por que você não arruma um filho seu?” ou então “temos que respeitar a vontade de Deus, se não se tem filhos naturais, melhor não inventar de criar filhos dos outros”. Não me canso de ficar espantada com a capacidade das pessoas simplesmente entrarem de mansinho na vida alheia para dar seus “bondosos palpites”, sabe aquela mansidão que se a gente apronta um barraco com certeza será chamada de louca imcompreensiva?
Tão incrível quanto é a facilidade que alguns tem de se acharem porta vozes de Deus na terra, achando, desta forma que estão fazendo um grande favor à humanidade ao compartilhar suas preciosas visões de mundo.
Felizmente essas pérolas vem de uma minoria. Acho que a cultura com relação a adoção tem mudado e as coisas estão sendo vistas de maneira menos preconceituosa. A maioria das pessoas que converso são simpáticas ou então se mantem neutras. Mas muito ainda tem que mudar.
Finalizando, os pessimistas de plantão se posicionam sempre com negativismo, seja no tema família, política, economia, etc. Portanto não tente levar um diálogo adiante tentando convencer seu interlocutor das suas idéias, aprenda a se proteger, você tem um grande objetivo pelo qual lutar. Não desperdice energias.
Quer conhecer uma linda história de adoção formada por uma mãe e três crianças? Clica aqui, no blog da Glau e leia sobre adoção tardia.
Tem dúvidas como iniciar um processo? Eu escrevi algumas dicas aqui.



